Há uns anos conheci o Kalaf (dos Buraka). Tinha regressado há alguns meses de Milão, onde estive 3 anos e onde iniciei a minha carreira, e estava a integrar-me numa Lisboa até então desconhecida. Não conhecia o fenómeno Buraka, o que permitiu estar à vontade para conversar sobre tudo e mais alguma coisa. Quando lhe perguntei onde ele morava, esperava que me dissesse “Alfama”, “Madragoa” ou qualquer outro sítio lisboeta cool, mas não. Ele diz-me: “- Berlim.” Perguntei-lhe: “- Berlim, a sério? Porquê?”. Ao que ele responde, com a maior naturalidade do mundo: “- Porque gosto da cidade.”
Lembro-me de aquela cena ter ecoado durante anos na minha cabeça, de ter ficado profundamente maravilhada com essa liberdade e que gostava muito de, um dia, poder ter as condições para poder morar numa nova cidade, não por um emprego, não por um namorado, não por procurar melhores condições de vida, mas por simplesmente gostar dela.
Esse momento chegou. 
E agora, a duas semanas de ir morar para o Rio de Janeiro, quando me perguntam o que lá vou fazer, não encontro melhor resposta do que: “- Porque gosto da cidade.”
E sim, a liberdade é mesmo isto.

Há uns anos conheci o Kalaf (dos Buraka). Tinha regressado há alguns meses de Milão, onde estive 3 anos e onde iniciei a minha carreira, e estava a integrar-me numa Lisboa até então desconhecida. Não conhecia o fenómeno Buraka, o que permitiu estar à vontade para conversar sobre tudo e mais alguma coisa. Quando lhe perguntei onde ele morava, esperava que me dissesse “Alfama”, “Madragoa” ou qualquer outro sítio lisboeta cool, mas não. Ele diz-me: “- Berlim.” Perguntei-lhe: “- Berlim, a sério? Porquê?”. Ao que ele responde, com a maior naturalidade do mundo: “- Porque gosto da cidade.”
Lembro-me de aquela cena ter ecoado durante anos na minha cabeça, de ter ficado profundamente maravilhada com essa liberdade e que gostava muito de, um dia, poder ter as condições para poder morar numa nova cidade, não por um emprego, não por um namorado, não por procurar melhores condições de vida, mas por simplesmente gostar dela.
Esse momento chegou.
E agora, a duas semanas de ir morar para o Rio de Janeiro, quando me perguntam o que lá vou fazer, não encontro melhor resposta do que: “- Porque gosto da cidade.”
E sim, a liberdade é mesmo isto.

doceparaomeudoce

Deus não dá tudo, sempre ouvi o meu pai dizer. Chateia-me porque Deus deve ter uma noção de distribuição de talentos pouco équa. A Luísa faz tantas coisas bem que até dá vontade de lhe bater. Mas se eu tivesse de escolher uma…seria esta magia que exerce atrás de uma lente. 

Se tiverem saudades do Verão e das férias, deixem-se embalar pela atmosfera romântica e alegre desta minha amiga. 

A Luísa acabou de chegar ao Tumblr. E eu bato palmas!

30coisasqueaprendiantesdos30
Já conhecem?

30coisasqueaprendiantesdos30

Se te sentes como este rolo de papel higiénico tristonho, tenho uma coisa para te dizer: despede-te. 
Hmm, como tornar isto menos simplista e redutor? Vamos por passos:
 
1- Descobrir o que é que se quer MESMO fazer na vida e do que se gosta (se houver dúvidas, há um truque: pensar em que se gostaria de trabalhar, mesmo se se ganhasse o jackpot do Euromilhões);
2 - Se não se souber o que se quer fazer, procurar um coach ou um psicólogo (eles ajudam mesmo);
3 - Enviar uma carta de despedimento ao patrão (tenho um óptimo template, posso enviar por e-mail); 
4 - Ir ao www.careerjet.com e procurar emprego (há lá de tudo);
5 - Pronto. It’s not a big deal.
 
Tomei estes passos em 2007, em 2009 e em 2012. Despedi-me sempre sem ter nenhum trabalho em vista e não, não tive pais que me sustentassem ou que apoiassem particularmente os meus devaneios profissionais. Mas rapidamente percebi que já há tanta coisa na vida que nos vai fazer andar frustrados e tristes (desilusões, morte, desamor, auto-estima, doença), que não precisamos que o nosso trabalho se junte a esse festival de merda emocional.

Já conhecem?

30coisasqueaprendiantesdos30

Se te sentes como este rolo de papel higiénico tristonho, tenho uma coisa para te dizer: despede-te. 
Hmm, como tornar isto menos simplista e redutor? Vamos por passos:
 
1- Descobrir o que é que se quer MESMO fazer na vida e do que se gosta (se houver dúvidas, há um truque: pensar em que se gostaria de trabalhar, mesmo se se ganhasse o jackpot do Euromilhões);
2 - Se não se souber o que se quer fazer, procurar um coach ou um psicólogo (eles ajudam mesmo);
3 - Enviar uma carta de despedimento ao patrão (tenho um óptimo template, posso enviar por e-mail); 
4 - Ir ao www.careerjet.com e procurar emprego (há lá de tudo);
5 - Pronto. It’s not a big deal.
 
Tomei estes passos em 2007, em 2009 e em 2012. Despedi-me sempre sem ter nenhum trabalho em vista e não, não tive pais que me sustentassem ou que apoiassem particularmente os meus devaneios profissionais. Mas rapidamente percebi que já há tanta coisa na vida que nos vai fazer andar frustrados e tristes (desilusões, morte, desamor, auto-estima, doença), que não precisamos que o nosso trabalho se junte a esse festival de merda emocional.

Working for Tumblr is one of my greatest accomplishments. Helping, even if just a tiny little bit, them to build their community in Portugal makes me feel proud and happy. And on top of all this, they also send me Christmas gifts? Oh, this is too much for me!💙

Working for Tumblr is one of my greatest accomplishments. Helping, even if just a tiny little bit, them to build their community in Portugal makes me feel proud and happy. And on top of all this, they also send me Christmas gifts? Oh, this is too much for me!💙

admeipsum
Estou a ler isto. A Andreia (e o resto do mundo) não lhe poupa elogios. :)

admeipsum:
Lido em 2013
Nota: 9
Escrito por Harper Lee, To kill a mockingbird baseia-se nas observações da escritora enquanto criança dos seus vizinhos e terra natal, em especial num acontecimento marcante que ocorreu aos seus dez anos de idade. Depois de ver o filme Capote, no qual a autora se encontra a escrever o livro,fiquei com muita vontade de o ler. O facto de ser considerado um livro marcante na cultura literária americana já indiciava a sua qualidade, mas eu tinha sobretudo aquele feeling, que infelizmente não surge frequentemente, de que este ia ser um livro mesmo, mesmo bom. E foi. Foi ainda melhor. Harper Lee é mestra a descrever a cidadezinha de Maycomb, Alabama, e os seus habitantes. As regras e costumes sulistas. Este é um romance que fala sobre o preconceito racial e o fim da inocência, na voz de uma criança que fala e age como uma criança, bem diferente da precoce Anne Frank e sem quaisquer indícios de paternalismo. O livro foi extremamente bem sucedido e contínua a ser utilizado nas escolas até aos dias de hoje para ensinar os alunos a serem mais tolerantes, a terem mais compaixão. Ainda bem. To kill a mockingbird fala-nos ao coração, da forma mais simples e honesta. Fica mais do que recomendado.

Estou a ler isto. A Andreia (e o resto do mundo) não lhe poupa elogios. :)

admeipsum:

Lido em 2013

Nota: 9

Escrito por Harper Lee, To kill a mockingbird baseia-se nas observações da escritora enquanto criança dos seus vizinhos e terra natal, em especial num acontecimento marcante que ocorreu aos seus dez anos de idade. Depois de ver o filme Capote, no qual a autora se encontra a escrever o livro,fiquei com muita vontade de o ler. O facto de ser considerado um livro marcante na cultura literária americana já indiciava a sua qualidade, mas eu tinha sobretudo aquele feeling, que infelizmente não surge frequentemente, de que este ia ser um livro mesmo, mesmo bom. E foi. Foi ainda melhor. Harper Lee é mestra a descrever a cidadezinha de Maycomb, Alabama, e os seus habitantes. As regras e costumes sulistas. Este é um romance que fala sobre o preconceito racial e o fim da inocência, na voz de uma criança que fala e age como uma criança, bem diferente da precoce Anne Frank e sem quaisquer indícios de paternalismo. O livro foi extremamente bem sucedido e contínua a ser utilizado nas escolas até aos dias de hoje para ensinar os alunos a serem mais tolerantes, a terem mais compaixão. Ainda bem. To kill a mockingbird fala-nos ao coração, da forma mais simples e honesta. Fica mais do que recomendado.

ovelhofrancisco

ovelhofrancisco:

não havia uma forma ideal, ou sequer bonita, para num episódio de uma série como glee lidar com a morte de um dos seus protagonistas, corey monteith, e consequente com a sua personagem. para o que esperava, a despedida que glee fez na semana passada foi até bastante sóbria e decente. a série tem vários problemas de escrita que me fizeram mesmo desistir dela a meio da quarta temporada. e só decidi ver o episódio da semana passada - the quarterback - para, também eu, fazer o meu luto, passe o exagero. é inevitável o olhar voyeur que se acaba por ter em relação a este episódio, porque o que ali se fez não foi somente uma despedida a finn hudson, mas também daquelas pessoas a um colega e amigo que morreu cedo demais. houve dois momentos especialmente tocantes e bem conseguidos. o primeiro, de quando a família tem de passar por esse processo penoso e nada saudável que é, já depois de enterrado o corpo, o que fazer com tudo o que ele deixou por cá. e os criadores da série lá conseguiram explorar essa perda de um filho/irmão sem se tornarem em hienas. o segundo foi este, de quando santana lopez (interpretada por naya rivera) canta if i die young, dos the band perry, e não consegue aguentar a canção até ao fim. isto vai soar tremendamente cheesy, mas aquele grito no final, a forma repentina como se afasta de quem a quer confortar, só consigo imaginar que seja assim que se vive tamanha frustração e desespero. além de que a canção é excelente, mas isso já se sabia. duvido que volte a glee depois disto, já que não tenho interesse algum pelas novas personagens (e o desaparecimento de corey monteith/finn hudson não vem ajudar), além de que as inconsequências narrativas parecem-me ser cada vez maiores. mas ao menos esta despedida conseguiu ser minimamente decente e emotiva nos níveis certos.